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Cerca de 2 milhões de pessoas morrem, por ano, em todo o mundo devido a doenças associadas ao sedentarismo. Essas mortes são fruto do aumento de doenças, incapacidades, doenças crônicas não-transmissíveis, como as doenças cerebrovasculares (infarto e acidente vascular cerebral), os cânceres, o diabetes e a obesidade - uma epidemia que acomete todas as camadas sociais em todo o mundo.
O sedentarismo é um dos três pontos-chave dos fatores de risco relacionados ao estilo de vida (os outros seriam fumo e dieta). A proposta deste artigo é conhecer os malefícios que o Sedentarismo traz para as nossas vidas e o que se recomenda para combatê-lo no nosso dia-a-dia.
Qual a prevalência do sedentarismo na população geral?
No Brasil, estudos recentes revelaram que quase 70% dos paulistanos poderiam ser considerados sedentários, sendo que, entre os homens, a prevalência seria de 57,3% e, entre as mulheres, seria ainda mais grave: 80,2%.
Associação do estilo de vida com doenças crônicas
Estilo de vida ativo é responsável por 54% do risco de morte por cardiopatia, 50% do risco de morte por acidente vascular cerebral e 37% nos casos de câncer; alcançando o espantoso índice de 51% para qualquer causa mortis por doenças não-transmissíveis.
Como falamos anteriormente, o "estilo de vida" é composto por nível de estresse, atividade física, alimentação e tabagismo.
Custo do sedentarismo comparado a outros fatores de risco.
Pronk e cols. analisando 30.286 empregados de 298 empresas americanas observaram que, dos 8.822 questionários devolvidos mostravam que o custo de cuidados com a saúde era 8% (US$ 135/ano) maior em obesos, e de 10% (US$ 176/ano) que os melhores padrões de aptidão física.
Nos Estados Unidos, um investimento de um dólar em atividade física (tempo e equipamento) resulta em uma economia de 3,2 dólares em economia nos custos médicos. Indivíduos fisicamente ativos economizam aproximadamente 500 dólares por ano em custos com a saúde, de acordo com dados de 1998.
Recomendações para o combate ao sedentarismo
"Todo indivíduo deveria realizar, pelo menos, 30 minutos de atividade física, na maior parte dos dias da semana. Se possível, todos de intensidade moderada, de forma contínua ou acumulada" (Pate et al., 1995).
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